domingo, 4 de julho de 2010

Uma sutil terapia que atua profundamente: a terapia craniosacral

Terapia Craniosacral

Equilíbrio Craniosacral é um dos mais gentis e profundos sistemas de cura que existem para o ser humano. Na sua profundidade, ele trabalha com as suaves correntes de energia vital, que se manifestam por si próprias dentro de nós, como fluidos e também nos tecidos do corpo. Com o cliente deitado numa mesa de massagem, o praticante utiliza-se de toques delicados para perceber o fluxo da força vital dentro do sistema craniosacral, que carrega o sutil fluxo do líquido que envolve o cérebro e a coluna vertebral. Com o treinamento e a prática, os diferentes níveis de manifestações do sistema craniosacral podem ser percebidos como a flutuação das ondas e marés do oceano...

...Este líquido, o fluido cérebro-espinhal, possui uma qualidade quase mágica de cura. Ele protege e alimenta o sistema nervoso central. O movimento sutil desse líquido pode ser percebido em todos os tecidos do corpo. Isto é similar a uma suave inalação e exalação; que é chamado de Respiração da Vida, porque é o sistema primário da respiração do corpo, mais sutil e mais profundo do que a nossa respiração. Ele carrega o brilho da força vital dentro dele.

O Crâniosacro é baseado em um sistema existente nos seres humanos, envolvendo as estruturas localizadas a partir do crânio, seguindo pela coluna vertebral até a região sacral. Contém um sistema de meninges (membranas), por onde flui o líquor ou líquido cérebro-espinhal. Uma membrana rígida e impermeável, chamada Dura Máter, impede a dispersão deste líquido indiscriminadamente pelo corpo.

Tradicionalmente, o líquido cérebroespinhal - LCE - tem como papéis principais absorver choques e promover proteção biológica, distribuindo elementos de defesa ao longo das estruturas que são banhadas por ele. O Sistema Nervoso Central contém uma média de 125 ml de LCE que é composto, quimicamente, por proteínas, glicose, uréia e sais...

...O trauma experienciado pelo recém nascido durante seu nascimento costuma não ser notado devido à duração e à dor do parto experienciados pela mãe.Considere as mudanças extremas de ambiente - do útero quente, escuro e confortável para uma sala de operações fria, ofuscante e cheia de gente. Sem falar da nova sensação do toque humano e de ser manipulado por várias pessoas.

Alguns profissionais médicos acreditam que estas experiências traumáticas ficam guardadas nos tecidos do recém nascido durante anos e podem gerar uma enorme quantidade de problemas que vêm à tona com o tempo. Algumas destas recordações "ruins" podem converter-se em síndromes e sintomas emocionais e /ou físicos.Para evitar algumas das condições que podem ocorrer como resultado do processo de nascimento, uma técnica denominada terapia craniosacral (TCS).

Estabelecida no início do século pelo Dr. William Sutherland, a TCS é uma técnica feita com as mãos que avalia e melhora a função do sistema craniosacral. Este sistema consiste de membranas e fluido cérebro-espinhal que envolve e protege o cérebro e a medula espinhal. Estende-se desde os ossos do crânio, face, e boca descendo até ao sacro. Sutherland explorou o conceito de que os ossos do crânio foram estruturados para movimento e a partir daí desenvolveu a osteopatia craniana.Em meados de 1970, o médico osteopata John Upledger partiu para confirmação científica da existência do sistema craniosacral. O que eventualmente levou ao desenvolvimento da terapia craniosacral.

Os terapeutas de craniosacral usam um toque leve para ajudar no fluxo natural de fluido cérebro-espinhal dentro do sistema. A força necessária é muito pequena - semelhante à força usada para levantar uma moeda com um dedo (5 gramas) - para testar se há restrições nas várias partes do sistema craniosacral. Em essência o terapeuta facilita a autocorreção do corpo.

trechos de trabalho realizado por:
Bruna de Melo - Elisa de Almeida - Emanuelle Cristhine


Muitos pacientes tem grandes melhoras com esse tipo de terapia, que associada a quiropraxia apresenta resultados surpreendentes. Um paciente de cinco anos que sofria de rinite durante os dias mais secos do inverno, ao ponto de precisar viajar para a casa da avó para conseguir dormir, teve praticamente extintos todos os simtomas correlatos após seis sessões. Um caso realmente gratificante de lembrar-se.

Isso tudo por pequenas deformações no cranio que podem ser corrigidas sutilmente, visiveis a olho nu. E que como o texto acima descreve, pode mesmo ser originário de profundos problemas psíquicos. Assim, cada vivencia com esta terapia pode ser unica e esclarecedora.

É isso ai!

domingo, 2 de maio de 2010

neuróbica, ou o exercício dos neurônios

A doença de Alzheimer (AD) é caracterizada por uma desordem neurodegenerativa, crónica e pro-gressiva, marcada pela perda selectiva e simétrica de neurónios motores, sensórios e do sistema cognitivo. O seu desenvolvimento parece ser um reflexo da actuação de múltiplos factores do meio ambiente.
Embora os factores genéticos e ambientais que iniciam o processo neurodegenerativo possam diferir entre doenças, evidências consideráveis sugerem que são alterações comuns que levam à morte neuronal.
As alterações mais proeminentes são: aumento do stress oxidativo envolvendo radicais de oxigênio contribuindo com o dano a proteínas, lipídeos e ácido nucléico; dano a habilidade do neurónio em regular a homeostasia iónica resultando num aumento aberrante do nível de cálcio intracelular; dano ao metabolismo energético, que provavelmente resulta de uma disfunção mitocondrial e contribui para sua geração e activação de uma cascata de interacções moleculares chamada apoptose que envolve proteínas como Par-4, membros da família de Bcl-2 e caspases.
Na doença de Alzheimer a cascata neurodegenerativa pode ser iniciada pelo processo de envelhecimento ou por mutações genéticas específicas na APP, preselina-1 ou preselina-2. Em cada caso existe um aumento da produção e deposição extracelular de um peptídeo proteolítico neurotóxico, produto da APP, chamado de peptídeo b -amilóide (A b). Esse peptídeo promove citotoxicidade e apoptose do neurónio por um mecanismo que envolve peroxidação dos lipídeos de membrana e promoção de danos a ATPases e transportadores de glicose e glutamato.
Diante dos mecanismos que acreditamos desencadear a doença existe a tentativa de evitar seu aparecimento, retardá-lo ou pelo menos minimizar os danos provocados pelo desenvolvimento da demência. Na busca pelo sucesso dessas tentativas, vários grupos de pesquisadores têm demonstrado que algumas medidas simples como exercício físico e uma dieta alimentar com baixa ingestão calórica são capazes de retardar o aparecimento de sintomas da doença, sua progressão ou quem sabe, de certa forma, até mesmo evitá-la.
Não é novidade que exercícios fazem bem para saúde física e mental. A actividade física, no entanto, é capaz de ir além da promoção de bem estar. Têm sido observados efeitos protectores para o desenvolvimento de demências, entre elas a doença de Alzheimer.
Um estudo de caso-controle mostrou a relação de protecção de actividades físicas no desenvolvimento da demência, foram observados também que actividades passivas e intelectuais, principalmente esta última, tem uma forte associação actuando como factor de protecção para o desenvolvimento precoce de demência.
O estudo leva em consideração a diversidade de actividades desenvolvidas pelos sujeitos da pesquisa assim como a intensidade com que foram praticadas. Os dados mostram que o grupo controle desenvolveu maior diversidade de actividades físicas durante a vida adulta nas duas fases consideradas (dos 20 aos 30 anos e dos 40 aos 50 anos de idade), com maior intensidade que o grupo de casos, a média de actividades intelectuais também foi maior entre o grupo controle na fase adulta tardia. No entanto, os dados sobre as actividades passivas, que diz respeito às actividades quotidianas, não tiveram significância estatística.
Para evitar que a redução de actividades no grupo de casos ocorresse em função da apresentação sub-clínica da doença, ou seja, no período de pré-morbidade não foram colectados dados referentes aos 5 anos que antecederam o início da demência.
Os resultados desse estudo indicam que pacientes com AD foram menos activos na meia idade, em relação a actividades passivas, intelectuais e físicas se comparados ao grupo-controle. A razão de prevalências mostra que: pessoas que foram, relativamente, inactivas para essas actividades tem um aumento de 250% do risco de desenvolver a doença.
As contribuições da actividade física podem ser resumidas em perda de peso, introdução de dieta adequada (aumento do consumo de antioxidantes e diminuição da ingestão de gorduras), além do condicionamento do sistema cardiovascular.
Aliada à prática de exercícios a introdução de uma dieta adequada também demonstrou efeitos protectores sobre o sistema nervoso central. Uma dieta restrictiva (baixa ingestão de calorias) pode aumentar a resistência de neurónios a disfunção e morte em modelos experimentais das doenças de Alzheimer, Parkinson e Huntington. O mecanismo subjacente do efeito benéfico da restrição da dieta envolve a estimulação de proteínas de stress e fatores neurotróficos .
Esses factores induzidos pela dieta restrita podem proteger os neurônios induzindo a produção de proteínas que suprimem a produção de radicais oxidantes, atuando na homeostasia do cálcio intracelular e inibindo a cascata bioquímica da apoptose.
A limitação da dieta, de forma interessante, também aumenta o número de células nervosas geradas de novo no cérebro adulto, sugerindo que a manipulação da dieta pode aumentar a plasticidade e a auto-reparação cerebral. Viu-se que tanto a actividade física quanto a mental são capazes de aumentar, semelhantemente, a produção de fatores neurotróficos e a neuro-gênese.
Outros dados relacionam a dieta restricta e as actividades físicas e mentais com a redução da incidência e severidade da desordem neurodegenerativa em humanos.
Mais uma vez os estudos apontam para uma condução de vida saudável, actividade física regular e boa alimentação, uma receita simples e velha conhecida de todos nós.


Danielle Martins Rocha, Faculdade de Medicina, Centro de Ciências da Saúde, UFRJ, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil. Fonte: revista Ciência & Cognição

sábado, 3 de abril de 2010

Mude


Muitas vezes por semana, de todos os meses e anos, ouço das pessoas que elas sentem a necessidade de mudar, pois algo em suas vidas não lhes traz felicidade e, pior, essas prementes vontades, tornam-nas pessoas amarguradas, inseguras, tristes, feias (a pessoa pode até ser “feia” para os desumanos padrões de beleza da sociedade, mas se ela está feliz, todos a vêem simpática, ou, bela).

Pois bem, por que é tão difícil obter essa mudança? O que ocorre é que nosso sistema nervoso e a cultura são os grandes limitadores do Homem. Sim, resumidamente explico. Se você quando criança pôs a mão em uma panela quente e queimou seus dedos, pelo resto da vida vai ser receoso (no mínimo) quando for manusear panelas (mesmo que estas estejam sobre a mesa e você tiver certeza que não estão quentes. Limitou não?!).

Igualmente quando um adolescente, na sua mais espontânea manifestação de vaidade sai com um belo chapéu de lã de coelho, e chegando junto a sua turma todo exuberante, feito um pavão conquistador, é ridicularizado perante todo o grupo e,como um idiota, retira o chapéu no aterro de sua insegurança juvenil, passará então com certeza, muitos anos (se não todos os restantes de uma limitada, e normal, vida!) tendo uma insípida vontade de usar chapéis, talvez chegue a colecioná-los, mas não conseguirá ir a um evento grandioso com a proteção elegante de um legítimo Panamá.

Isso tudo é o que comumente chamamos de paradigmas. São sentimentos e ações que rotineiramente adotamos e que em determinado momento da vida começam a trazer-nos (nem sempre, não é regra) incômodos, frustrações, traumas passados que não nos damos conta. Porém algo lá dentro de nós reclama seu lugar ao sol, e passamos a criar mais um trauma, o de não conseguirmos mudar. Afinal, essa mudança tão almejada se dá no nível mental e como é difícil manipular algo tão amorfo como a consciência...

Nível mental nada!!! Ela esta no seu corpo meu amigo. Naquilo que lhe é mais fácil palpar, seus membros, tronco e cabeça, recobertos pelo seu maior órgão, a pele! Quer forma mais conhecida do que esta? E não se esqueça que a outra coisa quase tão bem conhecida que (para alguns até mais que o próprio corpo) diariamente manipula em suas múltiplas formas é o seu alimento diário, o combustível de seu divino veículo, que a sabedoria popular lembra-o que foi Deus quem lhe deu.

A mudança deve começar então ai, em seu corpo, em seu alimento. Nas pequenas ações diárias, rotineiras e corriqueiras (de nosso tranqüilo ou agitado dia, tanto faz) onde o sistema nervoso traçou os limites e a sociedade disse amém, e que de tanto estar no automático, passa despercebido.

Você quer parar de fumar? Mude a maneira como dá suas pausas durante seu dia, partindo de práticas respiratórias diferenciadas em momentos diferentes do acender o tabaco.
Quer mudar hábitos alimentares? Coma alimentos de sabores diferentes,de procedências também diferentes(como os orgânicos e alimentos da época, em especial frutas).
Quer deixar de ser uma pessoa irritadiça? Vá caminhar, em silêncio, respirando quatro vezes por passada, no mínimo( e experimente inspirar e expirar o ar apenas pelo nariz...).

É outra mudança que não as citadas acima? Observe-se e use o texto abaixo.

MUDE

Mude, mas comece devagar.
Porque a direção é mais importante, que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando, com atenção, os lugares por onde você passa. Tome outro ônibus. Mude por uns tempos o estilo de roupas.
Dê os seus sapatos velhos, procure andar descalso alguns dias. Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia ou no parque e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outra perspectivas.
Abra e feche gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama. Depois, procure dormir em outras camas.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura. Coma um pouco menos. Escolha comidas diferentes.
Novos temperos, novas cores, novas delícias.
Almoce em outros locais, compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado... Outra marca de sabonete, outro creme dental...
Tome banhos em novos horários.
Use canetas de outras cores, vá passear em outros lugares, ame muito, cada vez mais.
Se você não encontrar razões para ser feliz, invente-as, seja criativo. E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas, troque novamente, mude, de novo. Experimente outra vez. Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso que importa. O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia.
Só o que está morto não muda.


Edson Marques


Obs: hoje em dia estas práticas são recomendadas para que evitemos as doenças degenerativas, como Alzheimer e Parkinson. Convencionou-se chamar de NEURÓBICA (aeróbica do sistema nervoso).

sábado, 27 de março de 2010

Educação


Muitas vezes como pai me deparo com situações de meus filhos que exigem uma rápida tomada de atitude para educá-los, orientando-os em consonância com nossos anseios de liberdade e humanidade, o que não raro, exige severidade. Contudo por mais que essas ações sejam corretas (aparentemente ao menos) fico com a sensação de que poderia ter sido mais terno, mais pai. São sentimentos que procuro não esconder, sem deixar a impressão de duvida da atitude tomada. Mas qual o melhor exemplo que podemos dar sabendo que a educação verdadeira se dá no âmbito do exemplo dado dos pais a seus filhos? Sinceridade é imprescindível. Mas que força deve ter essa atitude?

Em meio a esses questionamentos, recebi um presente ao ler o texto que se segue:


O Dr. Arun Gandhi, neto de Mahatma Gandhi e fundador do MK Institute, contou a seguinte história sobre a vida sem violência, na forma da habilidade de seus pais, em uma palestra proferida em junho de 2002 na Universidade de Porto Rico.
Eu tinha 16 anos e vivia com meus pais, na instituição que meu avô havia fundado, e que ficava a 18 milhas da cidade de Durban, na África do Sul.

Vivíamos no interior, em meio aos canaviais, e não tínhamos vizinhos; por isso minhas irmãs e eu sempre ficávamos entusiasmados com possibilidade de ir até a cidade para visitar os amigos ou ir ao cinema.

Certo dia meu pai me pediu que o levasse até a cidade, onde participaria de uma conferência durante o dia todo. Eu fiquei radiante com esta oportunidade. Como íamos até a cidade, minha mãe me deu uma lista de coisas que precisava do supermercado e, como passaríamos o dia todo, meu pai me pediu que tratasse de alguns assuntos pendentes, como levar o carro à oficina. Quando me despedi de meu pai ele me disse:
"Nós nos encontraremos aqui, às 17 horas, e voltaremos para casa juntos."

Depois de cumprir todas as tarefas, fui até o cinema mais próximo. Distraí-me tanto com o filme (um filme duplo de John Wayne) que esqueci da hora. Quando me dei conta eram 17h30. Corri até a oficina, peguei o carro e apressei-me a buscar meu pai.

Eram quase 18 horas. Ele me perguntou ansioso:
"Por que chegou tão tarde?"
Eu me sentia mal pelo ocorrido, e não tive coragem de dizer que estava vendo um filme de John Wayne. Então, lhe disse que o carro não ficara pronto, e que tivera que esperar. O que eu não sabia era que ele já havia telefonado para a oficina. Ao perceber que eu estava mentindo, me disse:
"Algo não está certo no modo como o tenho criado, porque você não teve a coragem de me dizer a verdade. Vou refletir sobre o que fiz de errado a você. Caminharei as 18 milhas até nossa casa para pensar sobre isso."

Assim, vestido em suas melhores roupas e calçando sapatos elegantes, começou a caminhar para casa pela estrada de terra sem iluminação.
Não pude deixá-lo sozinho... Guiei por 5 horas e meia atrás dele... Vendo meu pai sofrer por causa de uma mentira estúpida que eu havia dito.

Decidi ali mesmo que nunca mais mentiria.
Muitas vezes me lembro deste episódio e penso: "Se ele tivesse me castigado da maneira como nós castigamos nossos filhos, será que teria aprendido a lição?" Não, não creio. Teria sofrido o castigo e continuaria fazendo o mesmo. Mas esta ação não-violenta foi tão forte que ficou impressa na memória como se fosse ontem.

"Este é o poder da vida sem violência."


A não-violência na criação dos filhos
http://www.saindodamatrix.com.br/

sexta-feira, 19 de março de 2010

Respiração Viva




Abaixo estou postando uma aula que passei em um treinamento em Campos do Jordão, lá é um lugar esplêndido para respirarmos. Após duas temporadas de moradia na Serra da Mantiqueira, quando já estávamos de volta a SP, em um check-up, o médico nos questionou: "vocês estão com os índices de hemoglobina altíssimos. Onde vocês moram?" Somente não foi questionado se estávamos com algum problema porque fomos todos juntos fazer os exames. Se tivesse ido só, talvez ainda estivesse em tratamento...

Isso é uma grande tônica dentro do meu consultório. A importância de se respirar bem, conscientemente, pois as trocas gasosas e metabólicas provenientes de um alongamento bem trabalhado tanto muscular como aeróbico, são indescritíveis.

Quer uma prova? Faça uma caminhada de 15 minutos. Para cada inspiração, faça no mínimo 4 passos e expire para mais outros 4 passos. Mas cuidado. Não pense que vai dar para conversar com alguém ou ficar matutando muitos problemas nesses 15 minutos.

Experimente para ter a noção do que é estar presente no momento presente. E leia o texto abaixo, isso ilustra o que estará ocorrendo.



OS SISTEMAS RESPIRATÓRIO e CIRCULATÓRIO


"Em primeiro lugar vamos considerar que o ar pode entrar tanto pelo nariz como pela boca. É preferível respirar pelo nariz porque ao passar pelas fossas nasais, o ar inspirado é aquecido, umedecido e filtrado, o que não acontece quando respiramos pela boca. Quando examinamos cuidadosamente o maravilhoso instrumento que é o nariz, não podemos deixar de admirar como a natureza é sábia, pois ele funciona para que possamos ter o máximo de limpeza dentro de nosso corpo, num mecanismo que retira tantas impurezas do ar tanto quanto possível.

Passando pelo nariz, o ar se dirige para a traquéia. Esta é formada por um tubo cuja rigidez é assegurada por anéis cartilaginosos forrados interiormente por células mucosas e ciliares. O papel destas células é reter a poeira atmosférica que a boca não conseguiu reter ou o nariz não filtrou completamente. Quando um numero muito grande de partículas de poeira invade a traquéia, sentimos vontade de tossir e, em casos extremos, de escarrar.

A traquéia se divide em dois brônquios principais, um para o pulmão direito, outro para o pulmão esquerdo. A este respeito, devemos esclarecer que o pulmão esquerdo só tem dois lobos, enquanto que o direito tem três. Isso se deve ao fato de que o pulmão esquerdo é menor por causa do lugar ocupado pelo coração na caixa torácica. Os dois brônquios se dividem, por sua vez, em brônquios menores, ou brônquios lobares que, após sofrerem uma série de sucessivas subdivisões, terminam em bronquíolos. Cada um dos milhões de bronquíolos dos pulmões alimenta os alvéolos pulmonares que nada mais são que pequeninas bolsas destinadas a receber o ar que respiramos. Cerca de trezentos milhões de alvéolos pulmonares, muito rico em vasos sanguíneos capilares, constituem o conjunto do tecido pulmonar. É ao nível desse tecido pulmonar, ou alvéolos pulmonares, que ocorrem as trocas gasosas do corpo humano.

A primeira troca é a que permite ao oxigênio passar dos alvéolos pulmonares para os capilares que o recobrem. O sangue oxigenado é levado ao coração pela veia pulmonar e enviado a todas as partes de nosso corpo pela aorta. Então começa a alimentação de todas as células, e por seu intermédio, de todos os nossos órgãos. Vale aqui lembrar que o oxigênio é fixado pela hemoglobina dos glóbulos vermelhos do sangue.

A segunda troca é a que permite que o gás carbônico passe dos capilares para os alvéolos pulmonares. O gás carbônico é um resíduo que provém do metabolismo celular e deve ser expulso do corpo, para que não envenene o corpo por intermédio da corrente sanguínea. É ao nível dos pulmões, portanto, que ele passa pelos alvéolos pulmonares para ser expulso no momento da expiração. O sangue carregado de gás carbônico é conduzido ao coração pela veia cava, e do coração para os pulmões pela artéria pulmonar, para ali ser novamente oxigenado.

O sangue retira o oxigênio dos pulmões recebido do ar que respiramos. Este sangue oxigenado entra no coração e é depois bombeado para todas as partes do corpo por meio de vasos sanguíneos chamados artérias. Os grandes vasos sanguíneos se subdividem em vasos cada vez menores chegando a arteríolas microscópicas que vão formar pequenas redes de vasos sanguíneos conhecidos como capilares.

Esta rede de pequenas artérias, de arteríolas de tamanho médio e de pequenos capilares possibilitam que o sangue alcance todas células do corpo, depositando seu oxigênio que é usado pelas células para produzir a energia vital de que necessitamos para sobreviver. Após depositar seu oxigênio nas células, o sangue desoxigenado volta ao coração pelas veias para ser bombeado de volta aos pulmões para receber, novamente, mais oxigênio.

Durante cada batimento cardíaco, o músculo do coração se contrai para impulsionar o sangue pelo corpo. A pressão produzida pelo coração é mais alta quando ele se contrai, o que é conhecido como pressão sistólica (maior valor). Quando o coração relaxa antes de sua próxima contração, a pressão está no seu nível mais baixo, é conhecida como pressão diastólica (valor mais baixo). Ambas as pressões, sistólica e diastólica, são medidas quando você tira a pressão arterial."







Fontes:
• Isto É : - Guia da Saúde Familiar
Editora Três – 2001
• Anatomia e Fisiologia Humana
Jacob, Francone, Lossow
Ed. Guanabara – 5a edição

quarta-feira, 10 de março de 2010

ALONGAMENTO E VIDA



Qualquer pessoa sabe do valor de se ter uma boa saúde, e invariavelmente busca realmente mantê-la através da alimentação, do trabalho, das relações com outras pessoas, enfim todos nós buscamos em suma, viver. Mas será que realmente estamos fazendo o melhor para nossa saúde? Qual paradigma estamos vivendo?

Vou citar como exemplo a alimentação que num curto espaço de tempo mudou radicalmente de posição. Há pouco tempo, comer pela manhã bacon com ovos era uma maneira muito boa de começar o dia, contudo a recomendação médica hoje praticamente proíbe tal prática afinal, o índice do colesterol pode aumentar e levar a pessoa a ter graves problemas cardíacos. Acrescente-se a isso que também o consumo elevado de ovos pode ter o mesmo efeito. Pois bem, recentemente ficamos sabendo que o consumo de ovos não aumenta o colesterol, e mais ainda, pode até mesmo controlá-lo. E agora, quem vai me indenizar pela enorme quantidade de ovos que prazerosamente deixei de comer?

Também devemos lembrar pela nova legislação nutricional as industrias alimentícias são obrigadas a colocar na informação nutricional (aquela tabela que informa os componentes nutricionais em porcentagem por porção) a quantidade de gorduras totais, gorduras saturadas e gorduras trans. Mudanças recentes de paradigmas.

Porém com relação à prática de exercícios, cada vez mais surge como o grande diferencial em se ter saúde e saúde com qualidade de vida. Muitas vezes encontramos pessoas que nos deixam admirados pela sua disposição e atitude, são tão positivas que chegamos até a pensar que nós deveríamos também assim ser. E quando perguntada sua idade, a resposta deixa-nos ainda mais admirados, pois supúnhamos que a pessoa fosse muito mais nova. E quando ocorre o contrário?

Encontramos uma pessoa que tem o corpo curvado, desanimada ou com aspecto cansado, sua tez abatida mostra alguém muito vivido e com o peso dos anos ali, explicitamente sobre suas costas. E descobrimos que sua idade não é nem tão avançada, apenas os dissabores da vida a tornaram aquela pessoa passível de compaixão.

Muito bem, o que é tão gritante entre estes dois corpos? A Flexibilidade, a mobilidade, os movimentos rápidos, firmes e seguros de um contra a estagnação e insegurança do outro. E qual dos dois você quer ser?

Quando temos uma saúde perfeita, nem percebemos que a manutenção pode ser feita apenas mantendo, ou ganhando, movimento. E assim nossas articulações, ou juntas, irão nos propiciar as condições de evitar (ou prevenir) artroses, artrites, contusões e outras tantas lesões comuns para um grupo de pessoas, mas muito menos para aquelas que tem o tal “condicionamento físico”.

Há estudos que comprovam grandes benefícios para os indivíduos que regularmente praticam alongamentos em uma atividade física. Podemos citar como exemplo:
• Libera as articulações e promove mobilidade;
• Melhora a circulação sanguínea;
• Melhora os níveis de concentração;
• Reduz o estresse e variações de humor;
• Aumenta e libera energia;
• Alivia inflamações durante o treino físico;
• Alonga músculos e tendões.


Tendo assim tantos benefícios, podemos conseguir ter uma personalidade que desperte em nossos semelhantes aquele sentimento de admiração, tornando-nos pessoas mais aptas ao trabalho e muito mais felizes.

Mas observem que raramente são aqueles que "ganham" tempo fazendo alongamentos. A maioria supõem que o importante é apenas a atividade aeróbica, menosprezando as benesses de um eficiente método de preparação e adequação dos musculos e articulações para a atividade "principal", ou resumindo, o alongamento.

Que tal alguma dica agora, para termos eficiência nos alongamentos?
1. Nunca se esqueça do alongamento.
2. Sempre se alongue antes e depois das atividades.(mesmo as profissionais).
3. Você pode se alongar diariamente.
4. Mantenha os alongamentos por no mínimo dez segundos.
5. Relaxe, alongue-se numa posição confortável.
6. Durante a musculação, ocasionalmente, alongue-se antes e/ou entre os grupos de exercícios.
7. Se sentir dor, diminua a carga ou a intensidade.
8. Respire normalmente, nunca segure a respiração.
9. Sempre realize alongamento após exercitar-se.


Alongue-se todos os dias para manter a sua mobilidade, aumentar sua vitalidade e reduzir o risco de lesões ou dores provenientes de qualquer atividade física. Oxigene seu cérebro para estar apto e alerta aos desafios diários. E permita-se esse prazer de parar, sentir seu corpo, observar seu entorno do momento e descobrir o inusitado.

sábado, 6 de março de 2010

Sabedoria do Viver

Tsuta naku mo
Makoto ni izuru koto no ha wa
Hito wo ugokasu chikara arikeri
. *



As palavras de Mokiti Okada** expressam o sentimento altruísta imbuído no mais sublime e atual momento em que vivemos, o de colocar ética e altruísmo em tudo que fazemos. Este filósofo e religioso japonês pregava um rigoroso sistema de vida baseado na premissa de que “devemos ser úteis a Deus” ou “quem quer ser feliz, deve primeiramente fazer o outro feliz”.

Dizia que a raiz do grande mal da humanidade é o egoísmo, que leva a um descabido materialismo que o impede de ver a verdade. Isso através das sucessivas gerações criou raízes tão profundas no homem, que os três grandes males a serem erradicados, a saber - doença;conflito;pobreza - tornaram-se os grandes processos de purificação (como ele costumava dizer ao invés de sofrimento mesmo) para a elevação da humanidade a um patamar mais digno de sua natureza.

Vamos a algumas de suas palavras para entendermos melhor o que ele considera no poema acima:

“(...) Há um método que nos permite avaliar o nosso progresso na Fé e o nosso aprimoramento espiritual. Primeiro, devemos evitar as desavenças; depois, desenvolver a bondade; por fim, nos tornarmos mais corteses. Se conhecermos alguém com tais atributos, veremos logo que é pessoa polida, que se aprimorou e que possui o intrínseco valor da Fé. Essa pessoa será estimada e respeitada por todos; suas atitudes valerão como uma silenciosa divulgação de Fé; servirá como exemplo de Fé concretizada em atos”.

Então após você ler isso, me questiona: nós vivemos isso?

Sim, é isso que vivemos. As situações de penúria em que vivem os moradores de rua de nossas cidades não nos fazem refletir o porquê desta condição social, tendo tantas oportunidades de uma vida mais digna?(e vemos pessoas se desdobrando para amenizar essa situação criando mutirões de assistência) Quem não se indigna com os fatos recentes do governo do distrito federal e almeja que haja uma real mudança no nosso país? ( e vemos os jovens se mobilizando em protestos contra tamanha canalhice!) Os desastres naturais (como esse recente terremoto no Chile) que estão pipocando em todo o planeta não faz isso, levam as pessoas a pensarem no seu próximo(e muitas a agir em favor) tornando-as mais “leves” e corteses?

Novamente então você, estimado leitor, retruca: e o que tem de sublime nisso tudo?

Certa vez, lendo um livro de Josef Campbell,(o Poder do Mito Ed. Palas Athena), ele com muita propriedade disserta sobre o Sublime em termos mitológicos: “(...) conheci um bom numero de pessoas que estavam na Europa central durante o auge dos bombardeios anglo-americanos em suas cidades; muitos deles descreveram essa experiência desumana não apenas como terrível, mas também como sublime”.

Como ele mesmo cita anteriormente, “ uma outra modalidade do sublime é a da energia prodigiosa, a força e o poder”. Ora, se nos detivermos no problema, na negatividade da situação seremos uma inteira passividade da experiência de transformação da sociedade. E se agirmos de alguma forma, estaremos nos alinhando com as forças de mutação que estão gerando a nova era, ou o pós-apocalipse, ou o advento do novo mundo, ou a era de aquário, ou o fim do calendário Maia, ou......

A escolha é sua, e como diz o inigualável Silvio Santos “...por sua conta e risco...”

Um maravilhoso dia para você!


* Existe força
Nas palavras que provêm do Makoto,***
Embora proferidas sem expressividade

** fundador da igreja messiânica (www.messianica.org.br )

*** Makoto - Palavra japonesa que não tem uma tradução exata. A idéia que contém é a seguinte: levar em consideração, em primeiro lugar, os outros; depois a si mesmo. Daí expressar um conceito amplo de amor ao próximo.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Para quem quer ser "cuidado"


Como terapeutas estamos sempre em busca de auxilio ao outro, procurando muitas vezes auxiliar de maneiras não tão claras para nossos pacientes, pois o processo de cura que cada um se propõem (os pacientes) é específico daquela pessoa.

Muitas vezes nos deparamos com situações de extrema rigidez fisica, de bloqueios emocionais, de problemas que aparentam não ter solução; contudo o desafio de auxiliar o próximo nesta árdua caminhada muitas vezes aparenta ser dissonante com o problema. Mas o principal de um atendimento terapêutico deve ser pautado pelo cuidado com que o terapeuta leva o processo todo, a todo instante.

Se você sente que seu terapeuta o conduz com cuidado, então pode confiar nesse profissional que está a sua frente. Mas, o que você deve considerar como cuidado?

Acredito sinceramente que fábulas e estórias sempre ilustram muito bem o caminho das pedras. Muitas vezes a sua concepção de um termo como o “cuidado” que estou me referindo não condiz com o ideal deste termo filosoficamente ou eticamente falando. Assim do livro de Leonardo Boff, “Saber Cuidar” retiro o conto de “Cuidado” que foi escrita por Higino, um escravo romano que conseguiu sua liberdade. É uma transcrição de uma fábula que remonta a tempos imemoriais.


Fábula-mito do Cuidado


Certo dia, ao atravessar um rio, Cuidado viu um pedaço de barro. Logo teve uma idéia inspirada. Tomou um pouco do barro e começou a dar-lhe forma. Enquanto contemplava o que havia feito, apareceu Júpiter.

Cuidado pediu-lhe que soprasse espírito nele, o que Júpiter fez de bom grado. Quando porém, Cuidado quis dar um nome à criatura que havia moldado, Júpiter o proibiu. Exigiu que fosse imposto o seu nome.

Enquanto Júpiter e Cuidado discutiam, surgiu, de repente, a Terra. Quis também ela conferir o seu nome à criatura, pois fora feita de barro, material do corpo da Terra. Originou-se então uma discussão generalizada.

De comum acordo pediram a Saturno que funcionasse como árbitro. Este tomou a seguinte decisão que pareceu justa:

“Você, Júpiter, deu-lhe o espírito; receberá, pois, de volta este espírito por ocasião da morte dessa criatura.

Você, Terra, deu-lhe o corpo; receberá, portanto, também de volta o seu corpo quando essa criatura morrer.

Mas como você, Cuidado, foi quem, por primeiro, moldou a criatura, ficará sob seus cuidados enquanto ela viver.

“E uma vez que entre vocês, há acalorada discussão acerca do nome decido eu: esta criatura será chamada Homem, isto é, feita de húmus, que significa terra fértil”.


Assim, dentro deste processo nem sempre os elementos que se apresentam aparentam ter relação direta com o foco principal, mas são peças chave para o caminho de solução. E não podem ser ignoradas pois fazem parte do problema, e somente pode-se chegar a cura passando por cada um dos seus meandros.

E se gostou dos termos míticos usados, saiba que o seu terapeuta nada mais é do que o arauto, aquele que conduz ao objetivo estipulado por você, meu caro leitor...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A GESTANTE E A BARRIGA



Vocês já repararam como as gestantes andam engraçado? Com as pernas dando passos diferentes que lembram um patinho e com as mãos segurando os “quartos”? Pois bem, agora imagine um eixo de um carro por exemplo, que esteja fora, que esteja torto. Imagine-o torto, quantos solavancos que ele constantemente dará?

Pois bem. É isso que está acontecendo com uma grávida. O eixo que é o ponto de equilíbrio do corpo está sendo alterado pouco a pouco, (pense que este eixo passa da cabeça até os pés, ou seja, ele é vertical.) em função do crescimento da barriga que avoluma-se para a frente. É lógico que isso vai ter efeitos para essa mulher, pois para pegar alguma coisa do chão o esforço vai ser muito maior. Assim minha amiga, se for esse o seu caso, aconselho-a a tomar certas atitudes. Algumas pacientes desenvolveram uma nova modalidade de usos e costumes e achei muito interessante coloca-las aqui. Assim, ficam com elas as palavras:
• Quando cai alguma coisa no chão pego com o pé. Se não conseguir fica no chão mesmo;
• Tudo que posso fazer sentada, eu o faço;
• Somente ando de chinelos baixinhos ou de tênis, são muito mais confortáveis;

Entre tantas coisas a falar, vamos analisar essas frases.
Um objeto que cai ao chão para uma gestante de oito meses, por exemplo, fica quase impossível de pega-lo pois ela pode cair e se machucar. Portanto é bom sempre ser auxiliada por outra pessoa que deve inclusive, ter a sensibilidade de ser prestativa. Afinal a gestante está sempre muito sensível a qualquer conflito, o que pode ser muito prejudicial para a família.

A posição de pé exige que haja uma hiperlordose, devido ao sobrepeso da barriga e assim o ponto mais vulnerável do eixo(lembra?) da mulher é a coluna lombar. Contudo o “levantar e sentar” é um bom exercício para quem vai ter que fazer muita força na hora do parto. Assim é muito importante ter os cuidados citados mas deve-se dosar com o bom senso de que a gravidez não é doença. O equilíbrio corporal é feito também com exercícios simples, que devem ser observados e realizados.

Uma torção de tornozelo para uma grávida é um desastre, pois ela pode ser obrigada a ter que ficar sentada na mesma posição por semanas ou até o final da gravidez, que não é desejável para ninguém e inclua ai a todos de seu convívio diário. Isso ocorre pois um determinado hormônio que auxilia na dilatação da articulação do púbis também age nas outras articulações tornando-as muito maleáveis. Uma paciente que apresentava espondilite anquilosante (enrijecimento das articulações da coluna vertebral) durante sua gestação teve uma surpreendente melhora no quadro de dor que apresentava todos os meses, e que se manteve mesmo após o parto.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Corrente de pérolas preciosas




Eu lhes falarei brevemente sobre as belas qualidades
Daqueles no caminho da compaixão:
Doar, ética, paciência e esforço,
Concentração, sabedoria, compaixão.

Doar é dar aos outros o que você tem,
Ética é fazer o bem para os outros.
Paciência é dessistir da raiva,
E esforço é a alegria que aumenta o bem.

Concentração num ponto fixo, liberdade de pensamentos ruins,
E sabedoria, decidem o que realmente a verdade é.
Compaixão é uma espécie de suprema inteligência
Misturada profundamente com o amor por todos os seres viventes.

O doar traz riqueza, o mundo bom vem com a ética;
Paciência traz beleza, excelência vem com o esforço
Concentração traz paz, da sabedoria vem liberdade;
Compaixão realiza tudo aquilo que desejamos.

A pessoa que toma para si todos estes sete e os aperfeiçoa, alcança
Aquele lugar de conhecimento inconcebível,
Nada menos que o de protetor do mundo.

Nagarjuna
(aproximadamente 200 d.c.)



RESUMO

1. para se ver bem nos negócios, tem de plantar marcas no seu subconsciente que nascem de uma mente generosa.
2. para se ver num mundo que geralmente é feliz, tem de plantar marcas no seu subconsciente que nascem de ações de alto padrão ético.
3. para você se ver fisicamente saudável e atraente tem de plantar marcas no seu subconsciente que nascem quando você age sem raiva.
4. para você se ver um líder na sua vida pessoal e nos negócios você tem de plantar marcas no seu subconsciente que nascem quando age de maneira construtiva e colaboradora.
5. para conseguir ter uma mente estável com capacidade de concentração tem de plantar marcas no seu subconsciente meditando e desenvolvendo um estado de concentração profundo.
6. para se libertar de um mundo que não anda do jeito que você quer, plante marcas no seu subconsciente cultivando compaixão pelos outros.
7. para se ver com tudo aquilo que sempre desejou e ver os outros terem tudo o que sempre desejarem plante marcas no seu subconsciente cultivando compaixão pelos outros.



Fonte:
• O Lapidados de Diamantes
Gueshe Michael Roach
Ed. Gaia – 2001





terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Remembramento


“O maior desafio de nossa época é mudar nossa visão de mundo. É perceber que a Interdependência é uma lei: - a lei da sobrevivência do planeta, do meio ambiente, da sociedade, das organizações, até mesmo dos nossos pequenos grupos familiares.
No lugar de independência, devemos reconhecer a interdependência e fazer tudo para que a parte de cada um seja cumprida de forma que o Todo funcione em benefício de todos.
Todos somos um não é um sonho, é uma realidade que devemos reconhecer, estimular e proteger.
Somos Um indivíduo, Um grupo, Uma comunidade, Um planeta. Estamos todos juntos com a consciência de ser Um só.”

Hewlett Packard

Educação Física?


Educação Física



Quando alunos juvenis freqüentávamos as aulas de educação física como uma disciplina recreativa, um atrativo a mais para as nossas brincadeiras(talvez você tenha sido da turma que tinha quase pânico, pois a destreza corporal definitivamente nunca foi o seu forte). Eram jogos, competições, uma exigência de estar entre os melhores como se fosse esse o passaporte para o sucesso.

Mas não é esse o intuito deste artigo, ou seja, filosofar e criticar sobre uma prática que se perpetua até nossos dias e que não dá mostras de mudanças apesar dos princípios do barão de Coperlein.

O que gostaria de dialogar com você querido leitor é sobre o que afinal deveria significar a disciplina de educação física. Pelo menos o nome deveria fazer jus a sua prática,e assim sendo, deveria ser uma educação física, uma educação sobre o físico, uma orientação prática sobre o seu corpo(e agora talvez seja tarde para você,(o que eu duvido) mas não para seu filho!), como educar nosso físico e descobrir a maravilhosa máquina que nos foi confiada.

E que tópicos deve conter essa disciplina? Pensemos por exemplo sobre o carregar peso. Esta semana estava na SP 50 e entre São Bento do Sapucaí e Santo Antonio do Pinhal. Perdi a conta de por quantos andarilhos passei, muitos deles levando uma mochila as costas. Você sabia caro leitor que o recomendado é que o peso levado nunca exceda à 10% do nosso peso? Assim se você está na faixa de 80 Kg, o máximo que deve carregar é 8Kg. Ora doutor, você pode dizer, “eu mal carrego mochila e quando muito vou de ônibus para a cidade.” Ok, mas somente o fato de estar com esse peso já se torna um fator de enorme esforço que pode lesar os “mecanismos” de sua coluna, ou você nunca carregou as sacolas do supermercado ou suas malas no aeroporto? E as crianças que levam aquele enorme peso nas costas em suas mochilas escolares?

Mas não é somente isso, meu caro leitor. Uma boa maneira de desenvolver uma dolorida hérnia de disco é elevando pesos acima de nossa cabeça. Tudo bem, você tem pressa pois há muitas coisas a fazer, pegar a escada leva muito tempo....Sim, é isso mesmo, você vem fazendo tudo errado não é, e é por isso que escrevi esse artigo. Lembra qual é o título? Isso mesmo, Educação Física, você está fazendo tudo errado por que não foi ensinado a fazer do modo certo.

Calma, não se desespere. Para tudo tem um jeito não é. Basta que você procure “ouvir”a linguagem corporal. Sim, isso mesmo. Ou você acha que quando sente aquela pontada que logo passa não foi um sinal de alerta para não repetir erroneamente aquele esforço? É a maneira que o corpo usa para alertar nossa mente sobre um mal que pode estar por vir. E sobre essa dicotomia mente/corpo que vou falar na próxima vez. E até lá, converse com seu corpo e descobrirá o grande amigo que você tem!

sábado, 30 de janeiro de 2010

DOR NAS COSTAS DA CABEÇA AOS PÉS


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Se você leu o título deste artigo e esta pensando que este blogueiro mal sabe fazer uma concordância, saiba que o título é uma provocação, um estímulo para a sua reflexão. Se a dor é nas costas como pode doer da cabeça até os pés?

Isto é possível sim. Pois saiba que da medula vertebral, (que não tem nada a ver com a medula que podemos fazer a famosa e temível doação, a medula óssea, que na verdade não tem nada de temível) saem vários nervos que são como uma rede que envolve todo o seu corpo, e que além de transmitirem a sensação de calor, de frio, e a percepção tátil entre outras, nos informam que houve uma agressão ao nosso dedo quando por inabilidade o acertamos com um martelo? Ou aquela dor de cabeça que surgiu depois que saímos de um banho quente e fomos pendurar a toalha lá fora no varal? Ou ainda, aquela dor atrás da perna, na “batata”, após um dia de trabalho ou um jogo de final de semana?

Pois bem. Isso tudo pode estar ligado a um problema na sua coluna cervical/lombar, ou se preferir, nos “quartos”. Ou um “mal jeito” no seu pescoço, em função daquela friagem. Pode também ser por causa daquela cólica, (cólica também doutor?!) que parece não querer te largar todo mês.

Enfim, as decorrências que podem afetar o seu desempenho diário e que estejam relacionadas a sua coluna são inúmeras. E muitas vezes ocorrem por não termos atividades físicas semanais. “Ah!”, você deve estar pensando, “ele fala isso por que não tem que pegar no pesado como eu” , ou “é porque não é ele que limpa a casa todo dia”.

Acontece que poucas são as atividades físicas que desenvolvem nossa consciência do próprio corpo que não as práticas esportivas. Pois a tendência natural é que façamos nossas tarefas sempre do mesmo jeito (com os mesmos traquejos e por que não, vícios) que irá ocasionar a famosa DORT/LER. (problemas decorrentes de esforço repetitivo, que desgastam articulações e podem afetar nossa coluna e o sistema nervoso).

E o que você, que não gosta de práticas esportivas, pode fazer para se prevenir? Isso fica para outro post....

apresentação


Começa aqui um campo novo nesta trajetória, criar textos que possam passar um pouco das vivências no consultório e fora dele também. O muito que dia a dia vou vivendo muitas vezes esbarra nas dificuldades, crises e percalços comuns a todos e por ter desde menino muito novo a paixão por quadrinhos ( que os lia até na mesa ao almoçar/jantar) é que posto este do Quino, o autor da querida Mafalda.

“Na crise, seja criativo”


Muitas vezes as pessoas ficam em condições que parecem estáveis, contudo acredito muito em movimento como sinônimo de vida, e é para tirar da zona de conforto que muitas vezes tenho que atuar. Não que quisesse isso, mas se assim é que aprendi a atuar, é por que esse é meu lugar no mundo.

O quadrinho acima vai em homenagem a meu grande amigo Santiago, que por ser conterrâneo do Quino sabe muito bem o que é mexer na zona de conforto...